
Ja faz alguns anos, que tenho notado o quanto, o comercio com suas arvores e enfeites de Natal, expostos tao antecipadamente, provoca o que podemos chamar de "aflição do tempo".
Movidos pela corrida das boas vendas de fim de ano, comerciantes com suas vitrines, nos lembram o quanto antes, que o Natal vem chegando e portanto, mais um ano chega ao fim.
Automaticamente, somos levados a sensação de que nao tivemos o tempo suficiente para chegar aonde queríamos, para alcançarmos as metas que nos impusemos.
A tendência eh que aquele olhar criterioso e muitas vezes impiedoso, nos defronte, apontando para tudo aquilo que nao foi suficientemente bom, para tudo aquilo que nao foi possível de ser alcançado.
A velocidade extraordinária com que as informações nos chegam hoje, nos trazem a sensação de que somos apenas maquinas que trabalham e que a competencia das pessoas eh medida através da quantidade de coisas que elas conseguem fazer ao mesmo tempo.
Excessivamente preocupados e apressados, caminhamos com tanta pressa na direção daquilo que ainda esta por vir, que sequer temos tempo de parar e olhar para todo o caminho já percorrido.
Assim, perdemos muitas vezes a chance de saborear conquistas obtidas ao longo de todo o percurso, inclusive aquelas que nos parecem tao pequenas que seriam indignas de comemoração.
Neste começo de final de ano, eu gostaria de sugerir uma primeira mudança.
Que no lugar de uma nova lista de metas a serem alcançadas em 2013, você primeiro buscasse nos seus arquivos internos todas as coisas bacanas que você realizou ate aqui, inclusive as suas tentativas. E se parabenizasse!!!
A partir dai, escolhesse um local de fácil acesso para guarda-las. Assim, sempre que necessitar você poderá recorrer a este local para buscar forca, animo e inspiração, para seguir em frente.
Querer, desejar coisas e situações eh estar vivo! Mas nao podemos deixar de saborear o que já foi conquistado, por estarmos imersos na loucura de um cotidiano tao fugaz.
As vezes eh preciso diminuir o passo para poder sentir e ouvir o próprio ritmo. E respeita-lo.
A partir dai, cada um poderá construir o seu próprio tempo.